Lançamento de “O Evangelho em Versos” é destaque em Ilhabela
na próxima segunda-feira
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Delcides Mendes faleceu em 2014 (Foto: Divulgação) |
Escrita em 1999 pelo poeta caiçara, a obra poética é composta
de 250 sonetos clássicos parnasiano-simbolistas, natureza de versos que o autor
achou mais adequada pelos recursos literários que possui, já que o Evangelho é,
em si, verdadeira poesia de versos livres contemporâneos.
Delcides Cardial reportou o Evangelho em natureza
versificada, destinada principalmente aos que amam a Palavra, sem, contudo
refleti-la, a fim de pô-la em prática em sua vivência, bem como àqueles que
desconhecem o veio mais rico da Salvação. Isso lhe foi despertado no exato
momento em que, a pedido de um amigo, elaborava um soneto sobre um trecho do
Evangelho. Assim nasceu o fruto do trabalho de madrugadas insones e com ele a
figura que o próprio autor denomina de: O Cristo Lírico.
D. Cardial jamais
pretendeu ser um místico ou considerar-se um santo ou mesmo um profeta.
Maravilhou-se, tão somente, da beleza de ter sido buscado por Cristo para
servi-lo.
O Estaleiro Bar fica na Rua Benedito Cardeal Sobrinho, 186, na Vila.
O autor
Delcides Mendes Cardial nasceu em 1930 em Ilhabela, casou-se
com Anna de Oliveira Cardial e teve três filhos: Marcos, Delana e Patrícia.
Católico apostólico romano, engajado na prática missionária da evangelização
familiar durante trinta anos, sempre foi uma figura conhecida e respeitada no
arquipélago por sua arte com as palavras e também por seu caráter. Em 2014
publicou o livro “Ilhabella da Princeza” – Um sonho em versos, alguns meses
antes de falecer, em julho.
Em maio do mesmo ano, D.Cardial foi condecorado com o título
de Gratidão Caiçara, homenagem do vereador Luiz Paladino de Araújo, aprovada
por unanimidade na Câmara de Ilhabela. A publicação da obra “O Evangelho em
Versos” é uma tocante homenagem de sua família, realizando, assim, um sonho
muito importante do autor.
“O Evangelho
versificado foi sendo maturado e acrescido por constantes revisões, estando
agora em condições de ser publicado porque é chegada a hora da colheita”
(D.Cardial – in memorian)